Há dois dias vi uma
foto de um casal visivelmente apaixonado, cuja legenda (escrita pela menina)
era a seguinte: poucas coisas na vida são melhores do que seu ombro! Pensei
comigo mesma que alguém que pode dizer essas palavras – tanto quanto alguém que
pode as escutar – como sendo a maior verdade de todas, bom... esse alguém
experimenta uma das formas de felicidade mais puras que existe.
Não foi nem uma e nem
duas vezes que me olhei no espelho e, como se estivesse diante de alguém que
esperou aquela decisão por toda a vida, prometi que nunca mais meus olhos se
encheriam de lágrimas por nenhum desses moleques que parecem brotar de forma
descontrolada nesse meu mundinho que gira, gira, gira e sempre me coloca de
frente com os mesmos babacas (por que não ser clichê quando se trata desse
assunto?).
Há algumas semanas
atrás me olhei no espelho e mais uma vez meus olhos estavam cheios de lágrimas,
mas, dessa vez, a minha boca ostentava um sorriso, um daqueles sorrisos bobos
de criança que esperou pela chegada da mãe durante todo o dia e agora a vê
apontar na porta da sala de estar.
Digo com toda
sinceridade que não é a tarefa mais fácil escrever essas palavras, pois, elas
me lembram de que aqui, neste lugar tranquilo que estou agora, foi um dos
lugares que mais gastei energia e noites mal dormidas para chegar e me
aconchegar.
E posso dizer com toda
certeza: poucas coisas na vida são melhores do que o ombro dele*. E espero que
todos, em algum instante da vida, por menor ou mais rápido que seja, possa
dizer esta frase, que só quem já chegou nesse lugar especial pode compreender!
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