Com o mesmo sorriso na boca... só pra variar!


E, de repente, aquela pessoa ressurge – não sei se seria esse o termo correto, já que ela nunca desapareceu completamente – dizendo exatamente o que eu tanto queria ouvir.

Não pude evitar que meu coração desse pulos e tive que fazer um esforço relativamente grande para conseguir pensar em uma resposta. Logo eu, que já havia imaginado aquela conversa tantas vezes; que já tinha ensaiado o que ele diria e o que eu responderia. 

Talvez tenha sido esse o problema, pensei tanto em tudo aquilo, imaginei tantas diferentes formas de discorrer sobre aquelas questões mal resolvidas, que tive dificuldade para escolher qual das versões de resposta eu daria a ele.

A única parte que eu não havia ensaiado era a minha reação ao perceber que eu havia me apaixonado sim, não por ele, mas pela ideia que eu fazia dele; que sofri mais pela falta de explicações do que pela falta dele.

Acho que mais uma vez, era o orgulho me fazendo sofrer, dessa vez tendo em mente um nome e um par de olhos azuis.

Confesso que tal conversa me deixou um pouco triste, não por ter ficado sabendo de coisas que eu não sabia (ou que, talvez, me recusasse a acreditar), mas por saber que agora, definitivamente, é o fim. Não tem mais nada para ser dito. Não há mais perguntas. Não sinto mais saudade. Não existe mais encanto. 

Mais um capítulo encerrado com êxito. Mais uma lição aprendida. Mais um sentimento desperdiçado. Menos um arrependimento. 





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