Arte do Desapego



Acho que todos, em algum momento da vida já pensaram, em como seria se estivéssemos escolhido o outro caminho...
Porque é um fato inquestionável, sempre há dois caminhos a se escolher!
Sempre há uma escolha a ser feita!

E se?
E, e Se, separadamente não tem o poder de causar nenhum dano a ninguém... mas se os juntamos, eles tem o poder de criar situações, ilusões e quase tocamos as nossas próprias suposições.

E se???
E se... eu não tivesse ido naquela festa?
E se... eu não tivesse bebido vodka?
E se... eu não tivesse ligado?
E se... ele não tivesse atendido?
E se... eu tivesse desistido?
E se... eu tivesse ido embora de carro, e não de moto?
E se... eu não tivesse dito que queria dar uma voltinha?
E se... ele não tivesse parado no meio do nada?
E se... ele não tivesse me abraçado?
E se... eu tivesse retribuído o abraço?
E se... ele não tivesse tentado me beijar?
E se... eu tivesse o beijado ?
E se... meu coração não estivesse dando pulos?
E se... minhas pernas não tivessem ficado bambas?
E se... eu confiasse nele?
E se... ele gostasse de mim?
E se... eu estivesse errada?
E se... ele estivesse sendo sincero?
E se... eu tiver cometido um grande erro?
E se... eu não tivesse outra escolha?
E se... eu percebesse que as coisas aconteceram do melhor modo que poderiam?
E se... eu descobrisse que eu não precisava daquilo para ser feliz?
E se...
E se...
E se...

Ninguém pode viver a vida inteira acreditando que o outro caminho seria melhor. Até porque não há um modo de voltar no tempo e fazer diferente. E mesmo se houvesse um jeito, eu acho que ninguém se arriscaria a voltar atrás...
Como diria Fernando Pessoa:

“Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. (...)  Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. (...) As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... (...) Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.”




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